História do Grupo Escoteiro

Era um belo fim-de-semana. Dia 11 de outubro de 1981, véspera do dia das crianças. Neste dia Did you write this, or did someone else write it for you? de descanso, uma turma de amigosresolve fazer uma loucura coletiva, acampar na Serra de Maranguape.

Munidos de mochilas abarrotadas de coisas (panelas , potes…) eles não pensavam o que os aguardava depois dessa aventura.

Voltemos alguns anos para sabermos qual a razão desta grande loucura. Em meados de 1970, dois dos chefes fundadores do grupo (Ernesto Borges e César Farias) passaram boa parte de suas aventuras e peripécias de garotos em um Grupo Escoteiro no 10° G.A.C. Alguns anos mais tarde, outro garoto (Ricardo Bastos), que participava de um grupo paramilitar no 23° BC, onde também participou de aventuras similares,movido pela curiosidade, acobou se juntando ao grupo. A sábia Existência resolveu promover o encontro desses três personagens e vários outros em um grupo de jovens no início da d������cada de 80. O resultado n��o poderia ser outro: o ambiente fraterno desse grupo propiciou o nascimento de um outro que persiste até hoje.

No acampamento de Maranguape a semente brotou e, em janeiro de 1982, após um acampamento de sete dias no sítio Pilão dos Bastos, foi decidido que seria formado um grupo de Pioneirias e Técnicas de Campo cujo o nome era G.A.P – Grupo de Apoio em Pioneiria.

Vale a pena abrir um parêntese e contar um epis��dio interessante: A “farda” deste grupo inicial foi inspirada no modelo do exército, sendo assim muito similar a essa. Em uma certa data perdida pela poeira do tempo, nossos amigos (Ernesto, César, Chico e Coelho) depois de uma reunião, estavam passeando de “brasília” e acabaram sendo abordados por uma “blitz” do DETRAN. De longe, pareciam quatro vítimas. Mas, ao se aproximarem, o guarda ao ver aqueles uniformes com as estrelinhas brilhando (não estavam de lenços) disse: “em que posso ajudar?”. O oficial, rapidamente, ficou em posição de continência, desculpou-se e permitiu que continuassem. Não precisa dizer que alguns metros depois várias gargalhadas foram ouvidas vindo de uma brasília…

Após muitas reuniões amadurecendo a idéia, surge um personagem muito importante, Major Alves – oficial do CMF, que , dentre várias contribuições (como a sede no Colégio Militar), direcionou o grupo a uma filiação, a U.E.B., para que, utilizando a Filosofia e o Método Escoteiro, pudéssemos executar um trabalho com maior qualidade.

O “Marco zero” do 25° aconteceu em julho de 82, em um acampamento de 5 dias no sítio Pilão dos Bastos (nome inicial da tropa de Sêniores, que extra-oficialmente nesta atividade, foi a primeira a ser formada,). Em agosto, recebemos ghostwriter a autorizaç��o provisória e iniciamos as atividades com a abertura dos ramos Escoteiro e Lobinho, na época, masculinos. Mais alguns retoques…pronto! O grupo estava formado!

Ernesto Borges – Chefe de grupo

César Farias – Sub-Chefe de grupo

Raimundo Coelho – Akelá

Eugeniano Brito – Chefe da tropa Escoteira

Fco. Nascimento – Chefe Sênior

Ricardo Bastos – Sênior

Com tudo encaminhado, em 29 outubro de 1982, o grupo oficialmente iniciou suas atividades.

O primeiro acampamento

Várias atividades preencheram o calendário, mas a maior preocupação foi o primeiro acampamento do grupo em dezembro de 82.Recebemos um incentivo do colégio, que nos levou de caminhão e nos cedeu um “rancho” para as refeições.

O mais engraçado é que, logo no primeiro dia, no meio de muita agitação, ap��s várias tentativas, gritam na cozinha: “chama o Bico que não estou sabendo fazer o jantar!” Imaginem, fogo à lenha, panelas enormes; no final, barrigas satisfeitas e um cozinheiro improvisado todo preto, com o aroma de fumaça, mas deixa pra lá, valeu a experiência …

O tempo passou, e as atividades contam-se por si só…